O endividamento dos brasileiros alcançou um novo patamar em setembro. Ao todo, 84,2 milhões de pessoas estavam com o nome negativado no país, segundo levantamento da Serasa divulgado nesta segunda-feira (2). O resultado supera os 83,9 milhões registrados em agosto e representa o maior número de inadimplentes já contabilizado pela instituição.
A pesquisa também revela que o problema não se limita ao aumento de consumidores com restrições no CPF. O montante das dívidas chegou a R$ 597,4 bilhões, com crescimento de 0,90% em apenas um mês. Na média, cada pessoa inadimplente acumula R$ 7.093,83 em débitos.
Outro dado que chama atenção é a mudança no perfil dos principais credores. Pela primeira vez, as financeiras passaram a ocupar o segundo lugar entre os setores com maior participação nas dívidas, respondendo por 20,66% do total. Com isso, ultrapassaram os débitos relacionados a serviços essenciais, como água, energia elétrica e gás, que representam 20,32%.
Os bancos e os cartões de crédito continuam liderando o ranking, concentrando 27,16% das pendências financeiras registradas no levantamento.
Na divisão por gênero, as mulheres correspondem a 50,5% dos brasileiros inadimplentes, enquanto os homens representam 49,5%. A maior concentração está entre pessoas de 41 a 60 anos, grupo que reúne 35,7% dos negativados. Em seguida aparecem os consumidores de 26 a 40 anos, com 33,2%.
As pessoas com mais de 60 anos representam 20,1% do total, enquanto os jovens de 18 a 25 anos correspondem a 11%.
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