Gás de cozinha sobe 17,5% na Bahia e botijão pode ficar R$ 15 mais caro



O consumidor baiano poderá pagar mais caro pelo gás de cozinha nos próximos dias. A Refinaria de Mataripe, administrada pela Acelen, reajustou em 17,5% o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) vendido às distribuidoras, a partir deste domingo (1º). A elevação poderá representar um acréscimo de aproximadamente R$ 15 no valor do botijão de 13 quilos.

A estimativa foi apresentada pelo diretor do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (SindRevGás), Robério Souza. Segundo ele, o impacto para o consumidor dependerá dos repasses realizados pelas distribuidoras e revendedoras. O reajuste poderá atingir Salvador, a Região Metropolitana e municípios do interior baiano.

Com a atualização, o preço do GLP comercializado pela refinaria passou de aproximadamente R$ 3,97 para R$ 4,66 por quilo, uma diferença de quase R$ 0,70. A Acelen atribui a alteração a fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação cambial e os custos de transporte. Este é o segundo aumento em pouco mais de um mês, após uma elevação de aproximadamente 9% registrada anteriormente.

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Além dos reajustes praticados pela refinaria, outra mudança poderá pressionar o orçamento das famílias em 2027. Os estados brasileiros aprovaram, por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), uma atualização do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o gás de cozinha. A decisão foi tomada em 27 de outubro, com entrada em vigor prevista para 1º de fevereiro de 2027.

Com a nova tributação, o imposto passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, aumento de aproximadamente 4,8%. Para o botijão de 13 quilos, a diferença será de R$ 0,91 em tributos. Embora o repasse ao consumidor não seja automático, a medida poderá contribuir para novos aumentos no próximo ano, mesmo que os preços praticados pelas refinarias permaneçam estáveis.

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